01 · Fundação
Solo
Fundação escolhida sem conhecer o solo
Sem sondagem, a fundação é escolhida no escuro: grande demais, gasta concreto à toa; pequena demais, aparecem recalques e trincas. Bem calculada, fica entre 3% e 10% da obra. Mal projetada, pode custar até cinco vezes mais.
* Estimativas de mercado. A sondagem SPT costuma ficar abaixo de 1% do valor da obra.
02 · Estrutura
Aço
Aço e concreto além do necessário
Pilar, viga e laje dimensionados com folga demais viram aço, concreto e fôrma pagos sem necessidade. Com a estrutura entre 18% e 25% do custo da obra, cada ajuste no lançamento pesa no orçamento.
* Estimativa de mercado para obras residenciais (Planilhas de Obra, 2026).
03 · Compatibilização
Projetos
Projetos que não conversam entre si
Pilar no meio da vaga de garagem, tubulação atravessando a viga, viga aparecendo na janela. Compatibilizar estrutura, arquitetura e instalações custa pouco e evita de 5% a 10% em retrabalho.
* Estudos de compatibilização e retrabalho (UFV, Unesp).
04 · Patologias
Trincas
Problemas que nascem na prancha
Fissura, armadura exposta e infiltração muitas vezes começam no projeto: cobrimento insuficiente, detalhe mal resolvido, carga que não foi prevista. O projeto é a maior origem das patologias, com 40% dos casos.
* Grunau (1981), citado por Helene (1992). Execução 28%, materiais 18%, uso 10%, planejamento 4%.
05 · Durabilidade
Custo
Corrigir depois custa muito mais
O que se resolve no projeto custa 1. A mesma correção na execução custa 5, na manutenção preventiva 25 e, quando a estrutura já apresenta problema, até 125. Pensar na durabilidade desde o cálculo é o jeito mais barato de construir.
* Lei de Sitter, a "regra dos 5" da durabilidade do concreto.